Dentre escritos, filosofias e fotografias, meu dia-a-dia é um verbo hesitante - a métrica é todo o tempo que o devora. Através dos meus olhos, perdidos na emancipação do hoje e assoberbados pelas nuvens deletérias do pretérito, revelo o sentimento de desespero na Lua da tranquilidade e brindo, despindo-me do fastígio da noite, o vinho noturno da latitude zero, antecipando o dilúculo fugaz do labirinto das luzes e das vozes que entoam cânticos inaudíveis em ecos elucubrativos.